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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Amostras de pesca #3- Stickbaits (superfície)

Este grupo de amostras tem como princípio o trabalhar na superfície da água simulando uma presa ferida ou perdida. O trabalho produzido pela animação destas amostras chama-se “walking the dog”, em referência ao caminhar desordenado de um cachorro, e consta de uma natação em forma de dentes de serra que leva com que a amostra passe de um lado para o outro do eixo longitudinal de recuperação.
Existem duas famílias de stickbaits: os modelos de manipulação lenta e os modelos de animação rápida.
Os primeiros reconhecem-se pelos seus corpos volumosos e, sobretudo, pela sua baixa flutuação. A amostra, quando na água, assume uma posição praticamente horizontal. Graças a esta posição, conseguem passar por baixo da superfície o que se reveste de uma dupla importância: é possível trabalhar com estas amostras em águas agitadas e procurar o peixe que não vem à superfície alguns centímetros abaixo desta.
Os stickbaits mais rápidos são dotados de um equilíbrio de flutuação mais vertical. Estão mais aptos para chapinharem na superfície da água durante a animação.

Os stickbaits podem ser utilizados em diques, praias, estuários, portos, em águas profundas e em maciços de rochas existentes ao largo. No entanto, as zonas mais propícias são aquelas que não ultrapassam alguns metros (1 a 3 m) entre o fundo e a superfície e que preferencialmente existam zonas de pedra ou zonas forradas com ervas.
As condições a excluir para a utilização dos stickbaits são as águas muito turvas visto que não oferecem ao peixe a visibilidade necessária e os dias de mau tempo que produzem ondas muito fortes. Com excepção destes dois factores negativos devemos tentar sistematicamente a nossa sorte com os stickbaits. As faixas horárias do crepúsculo ou da madrugada são bastante favoráveis para lançarmos as nossas amostras. É possível, também, em pleno dia utilizar estas amostras em zonas com bastante espuma.
A única dificuldade que se apresta a um principiante relaciona-se com animação da amostra. O desenvolvimento do “walking the dog” exige uma habilidade especial, onde o segredo reside na cadência das sequências. Cada amostra possui a sua cadência própria. Em todo o caso, a animação perfeita produz na superfície um traço que imita a ondulação de uma serpente. Devemos praticar bastante com estas amostras até conseguirmos esta forma de natação muito particular.
Boas pescarias!

2 comentários:

Miguel disse...

Boas Xtor!

Olha outro....mau tempo e ficam em casa a tirar fotos as amostras!:)

Abraço

Pedro Soeiro disse...

Pois é Ninja, quando não se pode pescar tem que se inventar.
Abraço.