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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Amostras de pesca #1- Poppers (superfície)

As poppers são consideradas amostras indispensáveis.
A forma côncava da boca produz um duplo efeito, o barulho e uma grande quantidade de salpicos na superfície da água. Esta amostra é provavelmente uma das mais provocadoras da nossa gama de amostras actuais. Bastante agressiva e nada discreta, esta amostra deve ser usada com bastante cuidado senão corremos o risco de espantar os peixes que se possam encontrar na nossa zona de pesca. Efectivamente, as poppers podem ter efeitos nefastos sobre o peixe. O princípio desta amostra é o de produzir na superfície da água ondulações horizontais e verticais que são perceptíveis pelos peixes a grandes distâncias. Simultâneamente, as gotas de água produzidas pela ponta concâva da amostra produzem igualmente impactos provocatórios que levam o peixe a "pensar" na existência de uma presa a alguns metros. As poppers são ideais para zonas com muita superfície de água. Com pouca profundidade os peixes são mais sensíveis e tornam-se mais defensivos. Se desejamos utilizar uma popper nestas condições, devemos fazê-lo com amostras mais pequenas e trabalhá-las com moderação para que não criem demasiada agitação na água.
As poppers são amostras que revelam pouco sucesso em condições de sol forte e de muita luminosidade. Devemos privilegiar o nascer e o fim do dia, no instante em que a luminosidade dá lugar à penumbra e vice-versa. É nestes momentos que o popper oferece os melhores resultados. Os ataques nocturnos são brutais e impressionantes, quanto mais não seja, pelo barulho que produzem.
Escolha, nestas condições, as poppers de maiores dimensões, que projectem mais gotas de água e que produzam bastantes ruídos. Ao fazê-lo teremos maiores hipóteses de fazer subir um robalo até à amostra.
As poppers adaptam-se a diferentes condições de mar, do muito calmo até ao ligeiramente agitado. É evidente que quanto mais agitado estiver o mar, maior deverá ser a popper. Com mares muito agitados, não devemos utilizar estas amostras pois as ondas muito fechadas limitam-lhes o efeito. Neste caso, devemos utilizar preferencialmente um peixe com hélice, igualmente barulhento e mais simples de utilizar já que não necessitam de nenhum manuseamento específico.




A amostra deve ser trabalhada com golpes secos da cana. A uma pequena pausa deve seguir-se um bom puxão da amostra que pode atingir sem qualquer problema os 50 cm. Este puxão provocará uma projecção de água para trás e para o lado da amostra e a uma distância considerável. O puxar e o parar consecutivos geram o característico barulho que se propaga pelas profundidades. Efectue esta sequência as vezes que forem necessárias até recuperar a amostra. Uma espera de cerca de dez segundos é recomendável para que um robalo possa vir do fundo até à superfície para alcançar a sua presa.
Pescando com uma popper mais pequena, é muito provável que se consiga efectuar um “walk the dog”. Nestas circunstâncias, depois de lançar a amostra, espere alguns segundos e só depois inicie uma recuperação simples. Volte a parar a recuperação e execute um “ twitching” (para um pequeno salto da amostra bastam alguns centímetros). Espere, novamente, dois ou três segundos e continue a recuperação lenta. Esta forma de agir cria um nadar pouco agressivo em contraste com a utilização comum da popper. Pretende-se estimular o peixe e levá-lo atacar uma presa credível. As poppers são certamente das amostras mais populares e devemos ter uma na nossa caixa.

3 comentários:

Kaywox disse...

Olá Pedro
gostei muito do texto...
estives-te a fazer bem o trabalho de casa..

hehe

1 abraço

Pedro Soeiro disse...

Lê-se uma coisas em inglês, outras em francês, algumas em português. Adiciona-se uma pitada de experiência pessoal. Mistura-se tudo e adorna-se com uma foto trabalhada. V^-se o resultado e publica-se. Às vezes sai bem (eheheheh.
Obrigado pelo teu comentário.
Abraço.

algures no atlântico disse...

Olá pedro
com este relato poucas duvidas ficam por tirar
gostei do relato

1abraço