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sexta-feira, 23 de março de 2012

Conhecendo a Lampreia!

Começo por dizer que até há poucos dias não conhecia quase nada sobre a Lampreia. Este pequeno artigo surge por uma mera casualidade. Por motivos profissionais tenho que, durante a semana, almoçar algumas vezes fora de casa. Num desses almoços, na companhia de alguns colegas a conversa voltou-se para a Lampreia. Foi então que me surgiu a ideia de fazer o post que se segue. Para isso, falei com o Sr. Ilídio, proprietário do Restaurante Feirante Ilídio, em Viseu que muito amavelmente e pacientemente me recebeu, aturou e ensinou tudo o que vos vou relatar sobre a preparação e confecção da Lampreia. Ao Sr. Ilídio envio o meu mais profundo agradecimento.

 
A Lampreia
O nosso país é rico em costumes e tradições. Neste mês de Março, uma das tradições mais importantes é a pesca e degustação da Lampreia marinha, a mais conhecida e apreciada pelo que possui um elevado valor comercial. Vamos pois conhecê-la melhor.
A Lampreia (Petromyzon marinus) é um peixe que pertence ao Reino: Animalia, Filo: Chordata, Subfilo: Vertebrata, Ramo: Agnatha e Classe: Cyclostomata (vertebrados sem aparelho maxilomandibular).



É, portanto, um vertebrado sem aparelho maxilomandibular (Agnatha), com uma boca circular (Cyclostomata) suctória provida de dentes em toda a sua superfície interna. Apresenta uma pele sem escamas de cor amarelado-acinzentada com manchas negras na metade superior do corpo. Chega a atingir 1m de comprimento e pesar 1,5 kg.
Pode ser encontrada em águas litorais até cerca dos 1000m, estuários de rios e nos rios. Como espécie migradora que é, vive a maior parte do tempo no mar, subindo os rios pelo início da primavera para desovar. É pois nesta fase que é pescada, por se encontrar ainda gorda já que deixa de se alimentar até efectuar a desova, auto consumindo-se neste período.
Alimenta-se de larvas de outros peixes e invertebrados, parasitando também peixes de maior porte a quem se agarra com a sua boca e lhes suga o sangue causando-lhes muitas vezes a morte por infecção e perda de sangue.

Preparação
Antes da fase de confecção, a lampreia passa por um processo de preparação que, apesar de não ser difícil, leva algum tempo, requer alguma pratica e possui um ou outro “truque”. Este processo, para além da limpeza do seu exterior e interior, visa também a eliminação de um gosto a lodo que é próprio desta espécie e muito comum nos peixes de água doce.
Quem desejar iniciar-se nestas lides deve em primeiro lugar arranjar uma lampreia. Se a puder pescar ficará mais satisfeito e sentirá outro prazer em a preparar e comer. O importante é que ao iniciar o seu preparo a lampreia se encontre viva e gorda. Deverá apresentar um bom tamanho. Geralmente, os machos são maiores que as fêmeas mas em contrapartida não possuem as ovas que são bastante apreciadas.
Já na posse da lampreia, o primeiro passo consiste na sua lavagem exterior para lhe ser retirado o muco que a envolve. Coloca-se a lampreia numa vasilha e deita-se, sobre ela, água bem quente.
Seguidamente, retira-se da água e esfrega-se com um saco de rede para se lhe retirar o muco.

 Repete-se o processo mas na última fase em vez de se esfregar com a rede, raspa-se com uma faca o muco restante. Lava-se.
Agora que já se encontra limpa no seu exterior, passamos à limpeza interior. Esta fase é também muito importante pois é nela que se recolhe o sangue que se vai utilizar na sua confecção. Atamos um pequeno cordel à cabeça da lampreia, entre a boca e os olhos, e penduramo-la. Colocamos por baixo um recipiente com vinho tinto para onde vai escorrer o sangue e seguidamente, com uma faca bem afiada, fazemos um na corte junto ao segundo orifício lateral atrás dos olhos e outro a cerca de uma mão-travessa do rabo da lampreia. Deixamos escorrer o sangue durante 10 minutos aproximadamente.


Feita a recolha do sangue, abrimos a lampreia com um golpe desde a cabeça até ao orifício anal e retiramos todas as vísceras. Por último, lavamos toda a lampreia com vinho tinto.


Na fase seguinte, mergulhamos a lampreia inteira e as ovas no vinho tinto (partes iguais de verde e maduro) temperado com sal, alho, louro, pimenta e salsa e deixamos repousa-la durante, pelo menos, uma semana virando-a todos os dias. Este processo irá fazer com que perca o seu sabor a lodo já atrás referido e absorva o sabor dos temperos.


Confecção da Lampreia
Existem várias receitas para a confecção da Lampreia sendo as mais comuns e apreciadas a “Lampreia à Bordalesa”, o “Arroz de Lampreia” (cabidela) e a “Lampreia assada”.
Para quem se interessa pela culinária pode encontrar na internet dezenas de receitas nos mais variados sites da especialidade.
Após a aprendizagem sobre a sua preparação tinha que provar a iguaria. Depois de aprender a matar, preparar e cozinhar, tinha que a saborear.
Combinado o dia com o “professor” ILídio, sento-me à mesa com alguma expectativa já que nunca tinha provado tal manjar. Será que gosto, será que não gosto?! Logo se vê…

Quando surge na mesa, a apresentação, o aspecto e o cheiro deixaram logo antever um bom desfecho. Após a primeira garfada confirmo que de facto se trata de uma especialidade. Aqueles nacos de Lampreia, com uma carne firme, imbuídos de um sabor a vinho e temperos e mergulhados num arroz com uma cozedura perfeita com um trago de vinagre e salpicados por algumas ervas aromáticas encheram-me as medidas. Estava divinal! Gostei bastante e aconselho a quem nunca provou. Mais cedo ou mais tarde vou ter que repetir.

Para terminar e para quem quiser vir a Viseu provar uma Lampreia, deixo o contacto e endereço deste restaurante. Para além de uma boa confecção dos alimentos irá encontrar um espaço amplo e agradável e pessoas disponíveis para o atender sempre com um sorriso. Comigo sempre foi assim. Obrigado!



Restaurante Feirante Ilídio
Tel:  232 924 220
Fax:  232 924 222
GPS: N' 40.704873 / W' 7.850943


Fiquem bem!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Boas vindas.

Chegamos ao final de Fevereiro com mais dois seguidores.
Damos, pois, as boas vindas ao juanjo S.R. e ao Oscar esperando poder contar com a vossa presença e opiniões, enquanto o desejarem e sentirem prazer nisso.
 Abraço!


juanjo S.R.

Oscar


Fiquem bem!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Um exemplo a seguir.

Foto: http://www.portaloceania.com/au-tourism-greatbarrier-port.htm

No dia 30 de Janeiro, foi editado no portal Sapo (www.sapo.pt) a informação que cientistas Australianos tentam salvar a Grande Barreira de Coral através da criação de um banco de esperma e embriões de corais com o intuito de criar uma verdadeira reserva genética de espécies coralinas, caso estas não sobrevivam ao aquecimento global, a contaminação das águas do mar e as intempéries do tempo, como os furacões.
A Grande Barreira estende-se por uma grande área ao longo da costa australiana e constitui o maior conjunto de corais do mundo. Possui 400 espécies de corais, 1.500 espécies de peixes, 4 mil espécies de moluscos e várias espécies em risco de extinção, como o dugong (mamífero marinho herbívoro) e a grande tartaruga verde.
Além da biodiversidade marinha, a Austrália quer manter uma fonte de rendimentos importante, o turismo, que arrecada por ano 4.800 mil milhões de euros.
Poderá ler este artigo completo em:
Talvez, este seja um exemplo a seguir pelo nosso país no que respeita à preservação de um dos bens mais preciosos que possuímos, o mar.

Fiquem bem!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Boas vindas.

Chegamos ao final de Janeiro e vimos o grupo a aumentar.
Damos, pois, as boas vindas aos quatro últimos seguidores deste mês. Assim, é com satisfação que conto com a vossa presença e que espero contribuam com as vossas opiniões e críticas para o desenvolvimento deste espaço, enquanto o desejarem e sentirem prazer nisso.
 Abraço!
Elmano

Josep Pons

Joao Briz


Nuno Sousa

Fiquem bem!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Buginu 140.

Com o pensamento virado para o encontro de pesca que se vai realizar no próximo dia 12 de Fevereiro em Salir do Porto, não resisti à tentação e adquiri estas duas amostras da marca Seaspin (http://www.seaspin.com).
A Buginu 140 é uma amostra do tipo suspending, com um comprimento de 140 mm (5.5’’) e um peso de 28 g (1 oz). A sua profundidade de natação varia entre os 60-120 cm o que corresponde a 2-4 ft (ft=feet=pés).
Quanto à acção, segundo a marca, em recuperação lenta a amostra produz um wobbling ligeiro. Em recuperação regular a já produz um wobbling mais pronunciado e um rolling ligeiro. Ao efetuarmos uma recuperação rápida, tanto o wobbling como rolling se tornam bastante amplos. A recuperação em jerk estimula a agressividade dos peixes. É-nos aconselhado a fazer pausas e/ou recuperações regulares e/ou recuperações variáveis entre os intervalos de cada aceleração da amostra feita com a cana.
Estas belezas vêm, ainda, equipadas com três fateixas nº 3 que parecem ter muita vontade de ferrar bons exemplares. A ligar as fateixas à amostra temos umas anilhas que não me parecem muito fortes mas que podem ser removidas e substituídas por outras sem qualquer problema.
Relativamente às cores, as duas que apresento são a SAR (sardinha) e a ACC (dorso castanho). A restante paleta de cores disponíveis pode ser vista no site da marca.
No seu interior encontramos um sistema de transferência de pesos com esferas. Estas esferas em lançamento deslocam-se para a traseira da amostra para permitir alcançar bons lançamentos, voltando para a frente da mesma quando se inicia a recuperação.
Outra característica interessante da Buginu é a forma do seu babete que se apresenta mais estreito em cima e mais largo na parte de baixo. Esta configuração oferece à amostra uma capacidade de produzir as suas acções de uma forma mais nervosa.
Espero que a sua estreia esteja para breve e que me traga algumas alegrias. Quem sabe…




Fiquem bem!