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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Porto Côvo!

Organizado pelo Oceano Ibérico (OI – www.oceanoiberico.com), realizou-se nos dias 28 e 29 de Maio em Porto Côvo um encontro de pesca de águas interiores e mar.
Considerando esta, uma das zonas mais bonitas do país e ainda por cima uma excelente zona de pesca, eu e o José Almeida (Kaywox) fizemo-nos à estrada e rumámos até ao litoral alentejano.
Após uma longa viagem, apenas com um interregno em Lisboa para fazermos um pouco de street fishing ao robalo, chegámos ao local combinado por volta das seis da manhã. Com encontro marcado entre todos os participantes, oriundos de quase todas as zonas do país, para as oito, aproveitámos as duas horinhas que nos restaram para dormir um bocadinho e para tirar algumas fotos da alvorada alentejana.

A manhã de Sábado foi preenchida com um concurso de pesca ao achigã na barragem de Morgavel. Embora pequenos, conseguiram-se enganar alguns peixitos que depois de fotografados foram prontamente devolvidos ao seu ambiente em perfeitas condições. Esta era uma condição imprescindível para se poder participar neste concurso. Qualquer equipa que não respeitasse esta regra seria prontamente desqualificada. Evidentemente, todas as equipas terminaram o concurso. Bom sinal.
Após o concurso dirigimo-nos até Porto Côvo onde almoçamos um excelente choco frito com arroz de tomate e uma bela feijoada de búzios. O resto do dia foi preenchido livremente por cada um, optando nós por dar uma volta pelas praias já que o tempo que se fazia sentir a isso convidava. À noite, depois de alojados na Herdade, um local calmo e com gentes simpáticas, jantámos no restaurante dessa mesma herdade. Posso adiantar que a caldeirada estava um luxo!
Domingo de manhã, o concurso de pesca realizou-se desta vez em água salgada. O objectivo primordial era a captura de robalos, embora fosse igualmente permitida a captura de outras espécies. Num cenário paradisíaco, as rochas ficaram cobertas de pescadores cheios de fé que lançavam e recolhiam insistentemente as suas amostras. Os robalos, esses, fintaram-nos e poucos conseguiram alcançar o seu troféu. Apesar de tudo, tivemos uma manhã fantástica de convívio e de pesca.
Após o almoço, era tempo de arrumar a trouxa e fazermo-nos de novo à estrada. Para trás ficava um excelente fim-de-semana, em locais bonitos com gentes afáveis e de boa camaradagem. Quando lá voltarei, não sei, pois a distância é grande e a despesa da viagem também. A saudade, essa, já me bate à porta. Restam-me as fotografias para minorar a mágoa. Com vocês, partilho algumas delas.


Fiquem bem!

"Olhó" Charroco!

Há alguns dias, resolvi ir experimentar uma pescazinha aos robalos com vinis. Para mim, esta pesca era uma novidade. Ainda gosto de praticar spinning com amostras duras e como tal não me tenho debruçado a fundo sobre a pesca com vinis.
Aproveitando a deslocação a Porto Côvo para o encontro organizado pelos “patrões” do fórum Oceano Iberico (OI), eu e o meu já habitual companheiro de faina e fornecedor de vinis, José Almeida (Kaywox), resolvemos fazer uma pausa para tentarmos a sorte num street fishing no Tejo.
Uma noite quase perfeita, calma, com boa temperatura mas onde os robalos não quiseram marcar a sua presença. Em contrapartida, os charrocos (xarrocos) estiveram sempre activos e com vontade de nos dar algumas alegrias. Pessoalmente, nunca tinha apanhado nenhum destes estranhos animais e deles conhecia mesmo muito pouco.
O charroco, carinhosamente chamado em Lisboa de Manuelas Moura Guedes pelo facto de possuírem uma boca exageradamente desproporcionada em relação ao resto da cabeça, pertence à ordem dos Batraichoidiformes, família dos Batrachoididae e possui o nome científico de Halobatrachus didactylus. Possui um corpo deprimido com uma cabeça e boca grandes. As maxilas são providas de tentáculos cutâneos e as barbatanas peitorais são igualmente grandes. Apresenta uma cor castanho-esverdeada com manchas escuras. Apresenta um tamanho médio de 50cm de comprimento. O seu habitat situa-se na zona infra e circalitoral, em fundos vasosos.

Fonte: SALDANHA, L. (sem data); "Fauna Submarina Atlântica - Portugal Continental, Açores e Madeira", Publicações Europa América

Sem grande valor desportivo nem comercial, este peixe é contudo apreciado em Lisboa e em Setúbal onde faz parte integrante da caldeirada.
Fiquem bem!

domingo, 22 de maio de 2011

Para pensar...




O mar

Nem tudo é um mar de rosas,
Que se faça num só dia,
Porque as ondas são as prosas
De um mar de poesia.

E as profundezas deste mar
São lindos castiçais,
Peixes e bichos sem par,
Anémonas e corais.

É a sabedoria popular,
Que nos enche de prazer.
É o que devemos preservar,
É um sol a nascer.

E quando se derrama petróleo,
Neste vasto oceano,
Está-se a perder o seu espólio,
De ano para ano.

E esta é uma beleza,
Que encontra multidão,
Mas aos peixes causa tristeza,
Quando ficam na solidão.

Portanto, este lindo mar
É como o da nossa vida:
Por vezes, pode agitar
Mas essa fase é sempre esquecida!

Diogo Mestre
Fonte: http://ckpoluicaomaritima.blogs.sapo.pt/1190.html
 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Novo olhar sobre as amostras #2.

Na sequência do post de dia 31 de Março de 2011, Novo olhar sobre as amostras, apresento-vos hoje mais três fotografias que realizei para o concurso de fotografia mas que acabei por não as seleccionar para a votação final.
As plumas que se vêem nestas fotografias foram “fabricadas” por um colega de trabalho, Alfredo Borges, que é um apaixonado por pesca, sobretudo por pesca à truta com pluma. Para além de bom pescador considero-o, também, um excelente artista. A beleza destas plumas falam por si.
Espero que gostem.






Fiquem bem.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pesca na Páscoa


Aí estavam eles, os tão almejados dias de descanso na Páscoa. Muitos planos foram feitos e, como não podia deixar de ser, a pesca tinha que estar incluída. Infelizmente, o tempo não quis ajudar e por essa razão alguns deles não puderam ser concretizados.
Rumei em direcção à Ericeira onde costumo passar parte das minhas férias. Essa terra onde “o mar é mais azul” continua linda como sempre.
Quanto a pescarias, nem vê-los nem senti-los. Apesar do mar me ter oferecido algumas condições minimamente aceitáveis, o peixe não quis marcar a sua presença. Não foi por falta de insistência. Pesquei de manhã, à tarde e à noite. Nada!


Seguidamente dirigi-me mais para Norte, para a zona dos “quintais” do ilustre spinnmaster (http://spinnmaster.blogspot.com). Após um primeiro contacto, combinámos uma almoçarada à beira mar onde falámos de mar, pesca, ambiente e delineámos as nossas estratégias de actuação para os dias seguintes. Acabei, também, por conhecer o igualmente famoso Teixeira (Barba Rija) que, como sabem, anda em marés de êxitos sucessivos.
Combinada a pescaria, local e hora, dirigi-me ao ponto de encontro com o meu cunhado, um recente pescador de borracha e, já todos juntos começámos a deambular pelos areais em busca do santo Labrax. A história da Ericeira para mim repetiu-se mas o “master” e o meu cunhado, Pedro Lebre, conseguiram salvar a grade, tendo capturado um exemplar cada um. Pelas dimensões pequenas, o robalote enganado pelo verde da borracha acabou por ser restituído ao seu meio natural com a recomendação de voltar quando atingisse a maioridade.
A partir deste dia, as condições climatéricas deterioraram-se. O mar levantou, o vento fez uma forte aparição e como resultado a pesca ficou praticamente impossível de se fazer.

Terminaram estes dias de descanso. O trabalho vai recomeçar. A vontade de pescar e a esperança de capturar “aquele” exemplar continuam a crescer em mim. Mais cedo ou mais tarde estarei de volta. Mesmo que seja só para ver o mar e sentir os seus espirros na minha cara.
Fiquem bem!