quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Amostras de pesca #3- Stickbaits (superfície)
Este grupo de amostras tem como princípio o trabalhar na superfície da água simulando uma presa ferida ou perdida. O trabalho produzido pela animação destas amostras chama-se “walking the dog”, em referência ao caminhar desordenado de um cachorro, e consta de uma natação em forma de dentes de serra que leva com que a amostra passe de um lado para o outro do eixo longitudinal de recuperação.
Existem duas famílias de stickbaits: os modelos de manipulação lenta e os modelos de animação rápida.
Os primeiros reconhecem-se pelos seus corpos volumosos e, sobretudo, pela sua baixa flutuação. A amostra, quando na água, assume uma posição praticamente horizontal. Graças a esta posição, conseguem passar por baixo da superfície o que se reveste de uma dupla importância: é possível trabalhar com estas amostras em águas agitadas e procurar o peixe que não vem à superfície alguns centímetros abaixo desta.
Os stickbaits mais rápidos são dotados de um equilíbrio de flutuação mais vertical. Estão mais aptos para chapinharem na superfície da água durante a animação.

Os stickbaits podem ser utilizados em diques, praias, estuários, portos, em águas profundas e em maciços de rochas existentes ao largo. No entanto, as zonas mais propícias são aquelas que não ultrapassam alguns metros (1 a 3 m) entre o fundo e a superfície e que preferencialmente existam zonas de pedra ou zonas forradas com ervas.
As condições a excluir para a utilização dos stickbaits são as águas muito turvas visto que não oferecem ao peixe a visibilidade necessária e os dias de mau tempo que produzem ondas muito fortes. Com excepção destes dois factores negativos devemos tentar sistematicamente a nossa sorte com os stickbaits. As faixas horárias do crepúsculo ou da madrugada são bastante favoráveis para lançarmos as nossas amostras. É possível, também, em pleno dia utilizar estas amostras em zonas com bastante espuma.
A única dificuldade que se apresta a um principiante relaciona-se com animação da amostra. O desenvolvimento do “walking the dog” exige uma habilidade especial, onde o segredo reside na cadência das sequências. Cada amostra possui a sua cadência própria. Em todo o caso, a animação perfeita produz na superfície um traço que imita a ondulação de uma serpente. Devemos praticar bastante com estas amostras até conseguirmos esta forma de natação muito particular.
Boas pescarias!
Boas pescarias!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
A minha receita de robalo no forno
Ingredientes:
Um robalo (evidentemente) com +/- 1kg
Uma cebola grande
Bacon fumado
Dente de alho
Vinho branco
Tomate pelado
Louro
Orégãos
Pimenta preta q.b
Sal q.b.
Molho Inglês q.b.
Azeite
Confecção:
Com antecedência, coloque sal no peixe e reserve.
Deite o azeite, a cebola cortada em rodelas finas, o alho e algumas tiras de bacon num tacho e leve ao lume até a cebola ficar mole. Seguidamente adicione o tomate pelado cortado em pequenos pedaços e deixe refogar mais um pouco. Junte meio copo de vinho branco, o louro, o molho inglês, a pimenta e os orégãos e deixe ferver até o tomate estar bem cozido.
Entretanto descasque batatas e corte em pequenos pedaços para assar juntamente com o peixe.
Adicione ao refogado 1 copo de água e as batatas. Deixe as batatas no lume até estarem meias cozidas (esta cozedura serve apenas para que as batatas assem mais rapidamente). Retire o tacho do lume e reserve.
Faça uns golpes no lombo do peixe e preencha-os com mais algumas fatias de bacon. Coloque, igualmente, algumas dessas fatias na barriga e na cabeça do robalo.
Seguidamente disponha as batatas em volta do peixe e regue tudo com a restante calda do refogado, deixando alguma cebola por cima do peixe.
(Prontinho para ir ao forno)
(Já está!)
Leve ao forno até estar assado.
Sirva, acompanhado de uma salada verde, de um bom vinho e de boa companhia.
Bom apetite e diga-me se gostou.
domingo, 30 de janeiro de 2011
A conta que Deus fez!
Saio de casa por volta das 14.30h a caminho do mar. A viagem ainda é longa mas tinha a informação que o mar estava a prometer. À chegada ao pesqueiro o desânimo apodera-se-me da alma. O vento relativamente forte que se fazia sentir e uma ondulação irregular não estavam de acordo com as minhas expectativas. Paciência, estávamos lá para pescar. Por volta da 16.00h começa a verdadeira actividade. Lançamento aqui, lançamento acolá, fezada mais além. Nada!
Por volta das 19.30h damos por terminada a primeira parte do encontro e efectuamos um intervalo como poucos. Um amigo, havia-me convidado para degustarmos um robalo que lhe tinha calhado em sorte (e saber, claro…) no dia anterior. Uma iguaria, regada com um bom vinho, que não está ao alcance de todos. Para terminar nada melhor que dois pares de horas de sono para retemperarmos forças para a segunda parte do encontro.
Às cinco da manhã de Domingo estamos novamente em acção. O mar havia quebrado um pouco, a ondulação estava mais certa e constante e o vento mal se fazia sentir. Em oposição, o frio era demasiado. Nos automóveis, os termómetros marcavam uns “excelentes” quatro graus. Os dedos das mãos dormentes mal sentiam a linha.
No “spot” escolhido voltamos a esgrimir argumentos com o mar para ver quem ficava com os troféus pretendidos. Ao romper do dia, naquela hora mágica da alvorada, começamos a sentir os primeiros toques e a ferrar os primeiros robalos. Um agora, outro um pouco mais tarde, mais um que se foi embora aos pés… o costume. Ora ganhamos nós, ora ganham eles. No final da contenda, um mês depois da última captura, levo para casa três exemplares, cada um com cerca de 1,2kg.
No final, cansado mas feliz, agradeço à vida e ao mar estes momentos fantásticos de prazer.
Cana: Shimano Antares MH, 3,oom, acção 15-40
Carreto: Shimano Twinpower 4000 FC
Linha: Power Pro (verde) com baixo de Seaguar Ace 0,37mm
Amostra: Rapala MaxRap 13cm FHC; Dansel Slimma B5
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Livro- La pêche aux leurres
Este pequeno livro, quase um livro de bolso, é para mim uma “bíblia” que consulto quase diariamente.
Florian Boudeau e Guillaume Fourrier, dois dos mais conhecidos pescadores, detentores de alguns recordes de pesca, consultores de diversas marcas de material de pesca, autores de inúmeros artigos de revistas da especialidade… presenteiam-nos com um excelente livro escrito em francês mas, de muito fácil compreensão.
Esta jóia, aborda o mundo da pesca com amostras da borda de água e embarcada, tanto em água doce como em água salgada.
Foto extorquida a Kaywox - http://kaywox.blogspot.com
O livro encontra-se estruturado em diversos capítulos divididos em cada uma das categorias anteriores. Inicialmente apresentam-nos os parâmetros das canas e dos carretos e da relação que deve existir entre eles. Na secção seguinte, as amostras, surge-nos um pequeno capítulo sobre a forma de trabalhar as amostras, a velocidade de recuperação e os mistérios que envolvem as cores das amostras. Segue-se uma exposição pormenorizada dos diversos tipos de amostras, duras e vinis, onde são apresentadas fotografias com qualidade dos diferentes tipos de amostras, acompanhadas com diversas explicações sobre o meio onde devem ser usadas, a descrição da amostra, as densidades existentes, a profundidade de natação, os melhores de posts para serem usadas, as condições de água em que devem ser usadas, o modo de pesca e os aspectos técnicos a aplicar.
No respeitante à fauna, são apresentados os peixes que, pela sua natureza, respondem positivamente a este tipo de pesca. Para além dos peixes de água doce, distinguem os peixes de água salgada em três zonas: Atlântico, Mediterrâneo e Tropical. A acompanhar cada fotografia dos diferentes peixes é-nos descrito o nome científico, o nome comum, o tamanho mínimo legal para a sua captura, a repartição pelas zonas, a profundidade a que habitam, os seus habitats, a sua alimentação. Indicam-nos, ainda, quais as amostras que devemos utilizar para a sua pesca.
Nos capítulos finais deste livro podemos encontrar referências aos diversos tipos de barcos para a pesca com amostras, aspectos da electrónica aplicada à pesca, segurança na pesca e alguns nós de pesca.
Tendo em consideração a abordagem que os autores fizeram nesta obra, considero que deram um forte contributo para a divulgação da pesca com amostras bem como dos aspectos técnicos da mesma.
Em meu entender, estamos perante uma obra que não devemos ignorar.
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