Saio de casa por volta das 14.30h a caminho do mar. A viagem ainda é longa mas tinha a informação que o mar estava a prometer. À chegada ao pesqueiro o desânimo apodera-se-me da alma. O vento relativamente forte que se fazia sentir e uma ondulação irregular não estavam de acordo com as minhas expectativas. Paciência, estávamos lá para pescar. Por volta da 16.00h começa a verdadeira actividade. Lançamento aqui, lançamento acolá, fezada mais além. Nada!
Por volta das 19.30h damos por terminada a primeira parte do encontro e efectuamos um intervalo como poucos. Um amigo, havia-me convidado para degustarmos um robalo que lhe tinha calhado em sorte (e saber, claro…) no dia anterior. Uma iguaria, regada com um bom vinho, que não está ao alcance de todos. Para terminar nada melhor que dois pares de horas de sono para retemperarmos forças para a segunda parte do encontro.
Às cinco da manhã de Domingo estamos novamente em acção. O mar havia quebrado um pouco, a ondulação estava mais certa e constante e o vento mal se fazia sentir. Em oposição, o frio era demasiado. Nos automóveis, os termómetros marcavam uns “excelentes” quatro graus. Os dedos das mãos dormentes mal sentiam a linha.
No “spot” escolhido voltamos a esgrimir argumentos com o mar para ver quem ficava com os troféus pretendidos. Ao romper do dia, naquela hora mágica da alvorada, começamos a sentir os primeiros toques e a ferrar os primeiros robalos. Um agora, outro um pouco mais tarde, mais um que se foi embora aos pés… o costume. Ora ganhamos nós, ora ganham eles. No final da contenda, um mês depois da última captura, levo para casa três exemplares, cada um com cerca de 1,2kg.
No final, cansado mas feliz, agradeço à vida e ao mar estes momentos fantásticos de prazer.
Cana: Shimano Antares MH, 3,oom, acção 15-40
Carreto: Shimano Twinpower 4000 FC
Linha: Power Pro (verde) com baixo de Seaguar Ace 0,37mm
Amostra: Rapala MaxRap 13cm FHC; Dansel Slimma B5



