Os meus seguidores.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Livro- La pêche aux leurres

Este pequeno livro, quase um livro de bolso, é para mim uma “bíblia” que consulto quase diariamente.
Florian Boudeau e Guillaume Fourrier, dois dos mais conhecidos pescadores, detentores de alguns recordes de pesca, consultores de diversas marcas de material de pesca, autores de inúmeros artigos de revistas da especialidade… presenteiam-nos com um excelente livro escrito em francês mas, de muito fácil compreensão.
Esta jóia, aborda o mundo da pesca com amostras da borda de água e embarcada, tanto em água doce como em água salgada.

Foto extorquida a Kaywox - http://kaywox.blogspot.com

O livro encontra-se estruturado em diversos capítulos divididos em cada uma das categorias anteriores. Inicialmente apresentam-nos os parâmetros das canas e dos carretos e da relação que deve existir entre eles. Na secção seguinte, as amostras, surge-nos um pequeno capítulo sobre a forma de trabalhar as amostras, a velocidade de recuperação e os mistérios que envolvem as cores das amostras. Segue-se uma exposição pormenorizada dos diversos tipos de amostras, duras e vinis, onde são apresentadas fotografias com qualidade dos diferentes tipos de amostras, acompanhadas com diversas explicações sobre o meio onde devem ser usadas, a descrição da amostra, as densidades existentes, a profundidade de natação, os melhores de posts para serem usadas, as condições de água em que devem ser usadas, o modo de pesca e os aspectos técnicos a aplicar.

 
No respeitante à fauna, são apresentados os peixes que, pela sua natureza, respondem positivamente a este tipo de pesca. Para além dos peixes de água doce, distinguem os peixes de água salgada em três zonas: Atlântico, Mediterrâneo e Tropical. A acompanhar cada fotografia dos diferentes peixes é-nos descrito o nome científico, o nome comum, o tamanho mínimo legal para a sua captura, a repartição pelas zonas, a profundidade a que habitam, os seus habitats, a sua alimentação. Indicam-nos, ainda, quais as amostras que devemos utilizar para a sua pesca.
Nos capítulos finais deste livro podemos encontrar referências aos diversos tipos de barcos para a pesca com amostras, aspectos da electrónica aplicada à pesca, segurança na pesca e alguns nós de pesca.
Tendo em consideração a abordagem que os autores fizeram nesta obra, considero que deram um forte contributo para a divulgação da pesca com amostras bem como dos aspectos técnicos da mesma.
Em meu entender, estamos perante uma obra que não devemos ignorar.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Amostras de pesca #2- Hélices (superfície)

As hélices, também denominadas de “propbait” são, à semelhança das poppers, amostras de superfície que emitem bastante ruído e produzem uma grande quantidade de salpicos na superfície da água.
Estas amostras devem o seu nome às hélices metálicas que possuem. Têm uma forma cilíndrica alongada podendo apresentar somente uma hélice numa das extremidades ou uma hélice em cada uma das extremidades.

As hélices adaptam-se a diferentes condições de mar, do ligeiramente agitado até ao agitado. São simples de utilizar já que não necessitam de nenhum manuseamento específico. Podemos simplesmente lançar e recuperar a amostra. Com pequenos toques de cana conseguimos que esta efectue deslocamentos irregulares. Algumas pausas curtas podem incitar os peixes a atacar. Se o mar se encontrar com ondulação, devemos recuperar a amostra com a cana alta (45º +/-) e nos últimos metros da recuperação com a cana baixa. Nestas condições, a amostra não terá dificuldade em ultrapassar a ondulação.
Os locais mais apropriados para a utilização das hélices são os fundos altos e as pontas rochosas batidas pelas ondas.
Apesar de não serem amostras muito utilizadas entre nós merecem que tenhamos alguma atenção para com elas.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Fim de ano em grande!

Já andava a desesperar! Desde o início destas mini-férias de Natal que não surgia uma trégua da meteorologia para poder realizar uma pequena incursão aos nossos amigos robalos.
Apesar da chuva que caiu durante grande parte da madrugada do dia 31 de Dezembro, decidi levantar-me às 5.30 h e pôr-me a caminho.
Na praia, não corria uma ponta de vento, o céu apresentava algumas nuvens e a chuva tinha desaparecido. O mar estava lindo com uma ondulação verde de cerca de um metro que espraiava até aos nossos pés abafando a superfície com um manto branco de espuma.
Iniciei a pesca com amostras de superfície sem resultados práticos. Progressivamente, ia trocando de amostras para perscrutar outras profundidades. Nada, nem um pequeno toque.
Pouco depois do nascer do sol, ainda com pouca luz, realizo um lançamento para junto de um cabeço de rocha que se encontrava ligeiramente à minha esquerda. Inicio a recuperação e….começo a sentir as características cabeçadas e a ver a linha a sair desenfreadamente do carreto. Percebi imediatamente que se tratava de um bom exemplar. Com calma, muita calma mesmo, trabalho o peixe e coloco-o a seco na areia. Ali estavam 3,300kg de um lindo e imponente robalo!
Este belo peixe foi, também, a estreia da minha Antares no que toca a capturas. Sinais de um bom presságio?!

Cana: Shimano Antares MH, 3,oom, acção 15-40
Carreto: Shimano Twinpower 4000 FC
Linha: Power Pro (verde) com baixo de Seaguar Ace 0,37mm
Amostra: Maria Angel Kiss 140mm; cor: WBKH

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Novas aquisições #1

As Lucky Craft Flashminnow 110 e 130 são amostras sobejamente conhecidas e com créditos mais que firmados. Fazem parte daquele grupo de amostras obrigatórias para quem pratica spinning ao robalo. Já possuía alguns exemplares das LC 130 mas ainda não tinha adquirido nem experimentado nenhuma no tamanho 110.
As Lucky Craft Flashminnow 110 SP são jerkbaits com 11cm de comprimento e com um peso de 16,5g. Em recuperação atingem, segundo o fabricante, uma profundidade de 0,5m. Pertencem à classe de amostras “suspending”, isto é, quando se para a sua recuperação mantêm a profundidade onde está. Não afunda nem volta à superfície.



Experimentei-as este fim-de-semana e considero que, sem serem amostras “super voadoras” permitem alcançar boas distâncias no lançamento. Possuem um “rattling” interno que produz vibração e têm uma acção natatória em “wobbling” quando puxadas linearmente.
Estas duas amostras nas cores Chart Back (amarela) e Pearl Spotted Shad (com pintas), em minha opinião são mais propícias para águas abertas, tanto de dia como de noite. Como a pesca não é uma ciência exacta foram para a água que apresentava outras características. Apesar de não ter ferrado qualquer robalo creio terem potencial para me dar algumas alegrias. A ver vamos.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Livro- Fauna Submarina Atlântica

O Professor Luiz Saldanha (1937/1979) foi um dos mais conhecidos biólogos marítimos portugueses. Principiador em Portugal do ensino universitário de Oceanografia Biológica e de Ictiologia (ramo da zoologia que estuda os peixes) participou em numerosos projectos de investigação nacionais e internacionais. Trabalhou por diversas vezes em laboratórios marinhos de França, Reino Unido, Estados Unidos e Mónaco. Participou em expedições oceanográficas no Mediterrâneo, Atlântico, Ártico, Antártida, Oceano Índico, e Oceano Pacífico. Produziu diversos textos científicos em revistas especializadas nacionais e estrangeiras, e publicou alguns livros.
Fonte: http://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/p14.html

No livro que hoje apresento, Fauna Submarina Atlântica – Portugal continental, Açores e Madeira, das Publicações Europa América, o autor apresenta-nos o nome científico, o nome vulgar, a descrição morfológica e a posição taxonómica de mais de setecentas espécies da nossa fauna e flora marinha.
Podemos ler no breve resumo do livro o seguinte: “O autor não escreveu esta obra a pensar apenas naqueles que por dever de ofício, têm de se debruçar sobre o estudo da fauna submarina, mas também nos amantes da natureza que se dedicam às coisas do mar (pescadores, praticantes de mergulho amador …).
Adquiri um exemplar desta obra em 1990 e, ainda hoje, a consulto com frequência não só pela riqueza científica mas também pela beleza das suas fotografias e ilustrações.